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Foto: Reprodução/Instagram

Bolsonaro lamenta morte da mãe de Luciano Hang: "Que Deus conforte a família"

O presidente Jair Bolsonaro lamentou, na noite desta quinta-feira (4), durante transmissão de live a morte da mãe de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. Regina Modesti Hang, de 82 anos faleceu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19.

"Uma notícia triste aqui: faleceu no dia de hoje a senhora Regina Hang, mãe do empresário Luciano Hang, das lojas Havan. Lamentamos e pedimos a Deus que conforte aí o Luciano e sua família e amigos por este momento de muita tristeza que se abateu sobre a sua família com o passamento da sua senhora, Regina Hang", disse.

No fim de dezembro, Regina deu entrada num hospital da rede Prevent Sênior, em São Paulo, já com 95% dos pulmões afetados, e estava internada desde então. O empresário, a mulher, Andrea, e os três filhos também se contaminaram com a Covid-19 em janeiro.

Por: Correio Braziliense

Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Amazonas já transferiu 506 pacientes com Covid-19 para outros estados

Ação conjunta do Ministério da Saúde, do governo do Amazonas e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares já conseguiu transferir daquele estado 506 pacientes com Covid-19 para tratamento em outras unidades da Federação. O objetivo é desafogar os hospitais e reorganizar o sistema de saúde local, pressionado pelo aumento da curva de casos de Covid-19.

Os pacientes transferidos estão sendo colocados em hospitais universitários e unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) de 16 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (4), dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB) levaram 34 pacientes com covid-19 para hospitais em Belém e no Rio de Janeiro. Desse total, 12 pacientes do município de Tefé, no Médio Solimões, e quatro de Manaus, seguiram para a capital do Pará. Os demais foram para o Rio de Janeiro.

De acordo com a pasta, o percentual de alta dos pacientes transferidos para outros estados já alcançou 32%. Houve ainda oito remoções para realização de cirurgia oncológica no Hospital do Câncer III, do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), localizado na capital fluminense.

Arrojo

O Ministério da Saúde anunciou ainda que, em parceria com o Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira, está preparando logística mais arrojada para o transporte de pacientes de covid-19 para outros estados. A iniciativa tem apoio de uma empresa aérea comercial, que já teria recebido capacitação para fazer esse tipo de voo. No momento, estão sendo organizados os fluxos, a identificação de locais de acolhimento e os perfis de pacientes que podem ser transferidos.

A meta é transportar 80 pacientes por voo, de modo a atingir com maior rapidez o número projetado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de remover 1,5 mil pacientes, com o objetivo de abrir vagas para aqueles que estão em estado mais grave e aguardam internação.

Por: Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Sem insumos, Fiocruz adia entrega de vacinas da Oxford para março

Sem a matéria-prima para a produção da vacina, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que adiará a entrega de doses da vacina de Oxford/Astrazeneca de fevereiro para março deste ano. O instituto informou a mudança em ofício enviado ao Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (19). A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela reportagem com uma fonte do Ministério Público Federal (MPF).

O Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), necessário para a produção da vacina, está pronto para o embarque, aguardando liberação de autorização do governo da China para exportação. A situação dos insumos é a mesma no caso da vacina CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

Em nota, a Fiocruz informou apenas que a não confirmação do envio dos insumos “poderá ter impacto sobre o cronograma de produção inicialmente previsto de liberação dos primeiros lotes entre 8 e 12 de fevereiro”. A fundação afirmou que o cronograma será detalhado assim que a data de chegada da matéria-prima estiver confirmada.

Compromisso

Apesar disso, a Fiocruz garante que segue com o compromisso de entregar 50 milhões de doses até abril deste ano, 100,4 milhões até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre, totalizando 210,4 milhões de vacinas em 2021.

Para este mês de janeiro, estava previsto o envio de 2 lotes de 7,5 milhões cada, totalizando produção de 15 milhões de doses. A fundação diz que "ainda no primeiro semestre deste ano, terá início o processo de incorporação da tecnologia para a produção do IFA na Fiocruz, possibilitando que, a partir de agosto, a Fundação inicie a produção 100% nacional". 

"A Fiocruz, com o apoio do Ministério da Saúde, tem estado em contato permanente com a AstraZeneca para liberação e exportação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China, que aguarda liberação do governo Chinês", informou.

O Brasil enfrenta dificuldades na importação de insumos da China. Nesta terça-feira (19), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, deixou claro que a demora na aquisição dos insumos ocorre por questões burocráticas relativas à exportação — mesma situação no caso da vacina de Oxford. Segundo Covas, a matéria-prima está produzida desde meados do mês de janeiro, aguardando apenas a autorização do governo chinês para ser exportada.

"De fato, nós estamos com um atraso que é meramente burocrático nesse momento. Esperamos resolver isso rapidamente, para que esse fluxo de restabeleça. Obviamente, esse processo político que aconteceu no Brasil tem influência. A todo momento criticando a vacina, a China. Então, isso influenciou sim”, disse Covas ontem, em entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP).

Esclarecimentos

A resposta da Fiocruz é no âmbito de um pedido de esclarecimentos de procuradores da República do Amazonas, Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou em dezembro do ano passado informações à fundação. Os procuradores inquiriram, entre outras questões, se foram realizadas adaptações para produção da vacina e qual a capacidade produtiva atual.

Por: Correio Braziliense / Por: Sarah Teófilo / Por: Maria Eduarda Cardim / Por: Diário de Pernambuco

Foto: Andrew Kelly/Reuters

Política ambiental de Bolsonaro deve dificultar relação comercial de Brasil e EUA

Ainda na campanha, novo presidente dos EUA ameaçou Brasil por falta de medidas contra desmatamento na Amazônia; especialistas veem riscos para exportações aos EUA – 3º parceiro comercial do País, atrás de China e União Europeia.

Após quatro anos de incerteza no comércio internacional causada pela tensão entre China e Estados Unidos, os exportadores brasileiros passam a ter outro motivo de apreensão a partir de hoje, com a chegada de Joe Biden à Casa Branca. A preocupação começa a ser, agora, com a política ambiental do governo Jair Bolsonaro, que já vem estremecendo as relações com a União Europeia. 

Antes mesmo de ser eleito, o então candidato democrata ameaçou o Brasil por causa da falta de medidas para frear o desmatamento da Amazônia. “Se não parar (o desmatamento), vai enfrentar consequências econômicas significativas”, disse.

Biden não especificou se poderia haver sanções comerciais, mas, segundo Matias Spektor, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é possível vislumbrar um cenário negativo para os exportadores brasileiros. “A péssima reputação do governo Bolsonaro no quesito ambiental já abriu espaço para que protecionistas no exterior fechem seus mercados para produtos brasileiros. O acordo de livre-comércio com a União Europeia está congelado. Houve países como Irlanda que ameaçaram punir as exportações brasileiras. Não é inconcebível que interesses protecionistas nos EUA aproveitem a reputação do Brasil nesse quesito, durante o governo Biden, para tentar bloquear o acesso brasileiro ao mercado americano.”

Spektor destaca que possíveis bloqueios dependerão também da situação dos EUA e poderão mudar de segmento para segmento. Restrições à importação de laranja, por exemplo, costumam ser improváveis quando ocorrem geadas na Flórida, prejudicando a produção local.

O advogado Welber Barral, secretário de Comércio Exterior entre 2007 e 2011, destaca que as relações comerciais foram estáveis nos últimos anos e vê na política ambiental brasileira o único ponto com potencial para alterar essa tendência. “Nos últimos dez anos, não houve grande alteração no fluxo entre os países, que diminui quando tem crise, mas depois melhora. O que pode mudar isso é alguma orientação de Biden em relação às exigências ambientais.” Segundo ele, a administração Biden poderia seguir o exemplo da União Europeia, onde está em consulta pública a possibilidade de se introduzir sanções a mercadorias cuja produção tenha causado desmatamento.

O economista Livio Ribeiro, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, diz, porém, que o maior risco estaria nos fluxos de investimento direto e financeiro. “O País poderia ser enquadrado por não ter boas práticas ESG (sigla em inglês para aspectos ambiental, social e governança), e isso ser um limitador de investimento, como já vimos fundos europeus fazerem.”

As dificuldades decorrentes da política ambiental são uma das poucas questões que os especialistas já veem como definidas. Em outras áreas, ainda será preciso aguardar maiores sinalizações (leia mais abaixo). Por enquanto, ainda não está definido nem quem será responsável por comandar a implementação do acordo de facilitação de comércio, assinado em setembro, e que em tese poderia reduzir a burocracia nas exportações. A intenção é que o documento seja também a base para um acordo comercial mais amplo. 

Para Barral, não é possível prever se Biden vai dar continuidade ao projeto. O economista-chefe do banco MUFG Brasil, Carlos Pedroso, afirma, porém, acreditar que o presidente eleito será pragmático. “Vejo os EUA mantendo os acordos. A relação entre os países tende a ser amigável, porque o Brasil também tem uma importância geopolítica na região.”

A concretização de um acordo comercial entre os países seria, segundo Barral, a única forma de alavancar as exportações brasileiras para os EUA. “Quando o consumo aumenta lá, o Brasil não tem competitividade para aumentar sua parte.”

Por: Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

Foto: Divulgação/Instagram

Gusttavo Lima freta boeing para enviar oxigênio a Manaus: "Certeza que vai salvar muitas vidas"

Já estão a caminho de Manaus os cilindros providenciados pelo cantor sertanejo Gusttavo Lima. O músico compartilhou nas redes sociais que fretou um boeing que está saindo de Goiânia com destino a capital do Amazonas. A região vive uma crise sanitária ainda pior do que a que foi registrada no auge da pandemia da covid-19 em 2020.

Segundo o cantor, foram colocados no avião todos os cilindros que cabiam e a carga deve chegar em Manaus por volta da hora do almoço deste sábado (16/1).

O sertanejo explicou ainda que ao chegar na cidade, uma equipe vai ficar responsável por fazer a distribuição dos equipamentos aos hospitais e postos de saúde que mais necessitarem. "Tenho certeza que esses cilindros vão salvar muitas vidas", comemorou.

Outros famosos também enviaram oxigênio para a cidade, com ajuda da Força Aéra Brasileira. Cerca de 50 cilindros foram doados por Bruno Gagliasso, Otaviano Costa, Thelma Assis, Fabiula Nascimento, Felipe Neto e Maria Gadu.

Famosos unidos para ajudar Manaus

A situação calamitosa de Manaus, sem oxigênio para pacientes de covid-19 e sem outros equipamentos médicos de combate à pandemia de covid-19, mobilizou alguns artistas. Por meio da rede social, nomes como Whinderson Nunes, Marcelo Adnet, Marília Mendonça e Gusttavo Lima entraram na campanha e doaram cilindros ou pediram ação de autoridades.

Pelo twitter, o humorista Whindersson Nunes organizou uma campanha de arrecadação de dinheiro. Na noite de quinta-feira (15/1), ele disse ter reunido o valor de 150 cilindros de 50l que seriam doados a Manaus, cidade pela qual ele afirma ter "carinho especial porque foi uma das primeiras cidades a me dar moral como artista".

Por: Correio Braziliense / Por: Diário de Pernambuco

Foto: AFP / SILVIO AVILA

Marinha e Universidade de São Paulo enviam 80 respiradores para Manaus

O Comando da Marinha do Brasil anunciou ontem (15) que enviará 40 equipamentos de suporte respiratório emergencial do tipo Inspire para Manaus. Os respiradores serão recebidos em dois lotes, o primeiro com 26 unidades e o segundo com 14.

Desenvolvido a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Inspire pode ser usado em locais remotos e em unidades de tratamento intensivo (UTIs), já que é portátil e não depende de ar comprimido. 

O estado de São Paulo também se prontificou a enviar respiradores para Manaus. Os 40 respiradores disponibilizados serão entregues em 4 lotes: 5 serão entregues hoje (15), mais 5 no sábado (16) e outras 20 unidades no domingo (17). As 10 unidades restantes serão entregues na semana que vem. 

Governo federal 

Em redes sociais, a Secretaria de Comunicação do governo federal informou que pacientes internados na cidade de Manaus estão sendo transportados para outras oito capitais para desafogar a rede de atendimento local. O transporte é feito com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Comando da Marinha do Brasil anunciou ontem (15) que enviará 40 equipamentos de suporte respiratório emergencial do tipo Inspire para Manaus. Os respiradores serão recebidos em dois lotes, o primeiro com 26 unidades e o segundo com 14.

Desenvolvido a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Inspire pode ser usado em locais remotos e em unidades de tratamento intensivo (UTIs), já que é portátil e não depende de ar comprimido. 

O estado de São Paulo também se prontificou a enviar respiradores para Manaus. Os 40 respiradores disponibilizados serão entregues em 4 lotes: 5 serão entregues hoje (15), mais 5 no sábado (16) e outras 20 unidades no domingo (17). As 10 unidades restantes serão entregues na semana que vem. 

Governo federal Em redes sociais, a Secretaria de Comunicação do governo federal informou que pacientes internados na cidade de Manaus estão sendo transportados para outras oito capitais para desafogar a rede de atendimento local. O transporte é feito com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Por: Agência Brasil / Por: Diário de Pernambuco

Foto: Raphael Alves/ EFE

Amazonas sabia desde novembro que oxigênio de hospitais era insuficiente

Em 2018, ainda antes da pandemia, a secretaria chegou a assinar dois aditivos que, juntos, representavam acréscimo de 3,1% do valor. Como o teto permitido é de até 25% (acumulado) em cada contrato, o Estado ainda tinha uma margem de 21,9% para adquirir insumos em 2020, sem a necessidade de abrir um novo processo de contratação.

Toda essa cota, no entanto, foi usada na última compra extra em novembro. Na ocasião, a pasta ainda informa a inclusão “com urgência” do Hospital Geraldo da Rocha, em Manaus, na lista de unidades atendidas.

O projeto para o aditivo é de 23 de novembro. No documento, a secretaria também admite que os casos do novo coronavírus já estavam em alta na época e que o volume de oxigênio contratado não seria suficiente para dar conta da demanda.

“No Estado do Amazonas os casos de covid-19, no mês de setembro, vêm apresentando alta crescente de casos confirmados”, diz o documento. “O percentual de 21,9152% disponível para aumento não atende as necessidades desta Secretaria, a alta crescente nos números de casos confirmados da covid-19 e o pronunciamento até a presente data da Diretora da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) quanto a uma possível 2ª onda da pandemia.”

Segundo o Portal da Transparência do Amazonas, os itens do aditivo incluíam um total de 307 mil m³ de oxigênio líquido e 6,1 mil m³, na forma de gás, que são usados para pacientes internados por coronavírus. Também foram comprados outros gases hospitalares para procedimentos médicos diversos.

Ao Estadão, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, disse que o consumo de oxigênio no Amazonas saltou de 14 mil para 30 mil m³ por dia durante o 1º pico da doença, ainda em 2020. Se o índice for considerado como referência, o volume extra contratado daria para abastecer o Estado por menos de duas semanas. Nesta semana, o consumo estaria ainda maior: 76,5 mil m³ por dia e “com indicação de demanda crescente”. Nesse cenário, o insumo contratado só duraria quatro dias.

No projeto, a secretaria ainda registrou que o Departamento de Logística foi favorável a fazer uma compra maior e extrapolar o aditivo para 46,9% - e não mais de 25%. O pedido, entretanto, foi negado em despacho da Secretaria de Gestão Administrativa do Amazonas, segundo o documento. 

Desabastecimento

O Estadão submeteu o documento à Secretaria de Saúde do Amazonas e questionou quais as medidas tomadas para evitar o desabastecimento e se houve tentativa de novas compras emergenciais ou buscas por novos fornecedores no período. Na nota, a pasta não responde às perguntas e diz que “sempre contratou todo o insumo que a White Martins foi capaz de produzir”.

A secretaria afirma, ainda, que “sempre trabalhou” com previsão de maior demanda por oxigênio nesse período por causa da pandemia e da sazonalidade de outras síndromes gripais. Também diz que, até o último dia 7, “desconhecia” que “a capacidade máxima produtiva na planta de Manaus da White Martins era de cerca de 25 mil m³ por dia” e que a empresa “teria dificuldade em seguir atendendo à demanda crescente”.  

O governo ainda diz que, desde que foi comunicado pela empresa sobre dificuldades com a demanda, iniciou mobilização, com o apoio das Forças Armadas, no transporte de oxigênio de plantas da White Martins em outros Estados para Manaus, além de requisitar toda a produção “de outras duas empresas que produzem na capital, mas que são de menor porte”. 

Ainda conforme a nota, em ofício enviado ao Comitê de Crise do governo, no último dia 9, a White Martins diz que sua planta operava no limite e classificou o momento como “sem precedentes”.   

O governo também disse ter iniciado “prospecção para contratação de mini usinas para os hospitais de Manaus, medida que foi assumida pelo Ministério da Saúde”. A reportagem não conseguiu contato por telefone com o secretário da Saúde para perguntar sobre o contrato de compra de oxigênio.

Pedido maior em novembro teria sido atendido, diz White Martins

A reportagem questionou a empresa White Martins para entender se ela teria capacidade de atender um pedido maior por oxigênio se ele tivesse sido feito em novembro. "Sim. A empresa tinha capacidade de buscar formas de viabilizar o aumento da oferta em patamares mais elevados, como está fazendo nesse momento e no período da primeira onda da pandemia, quando atendeu até 150% do volume contratado. Na atual onda da pandemia, a companhia atendeu até 340% do volume contratado", respondeu. 

Em nota, a White Martins explicou que ao longo de 2020 já havia passado por processos de ampliação para aumentar significativamente sua capacidade de produção local. "É importante esclarecer ainda que, na data de 01/01/21, a planta da White Martins tinha em estoque produto suficiente para abastecer os hospitais da região pelo período de sete a oito dias de acordo com o consumo diário de dezembro de 2020", detalhou. 

"Até o dia 30 de dezembro, não havia indícios de aumento exponencial do consumo de oxigênio em Manaus. No dia 2 de janeiro, o consumo começou a indicar um crescimento anormal e foi iniciada a operação para trazer oxigênio de outros Estados. 

No dia 4 de janeiro, antes da escalada sem precedentes do consumo de oxigênio, a White Martins deslocou os primeiros carregamentos de equipamentos criogênicos a partir de Belém (PA) por transporte fluvial", acrescentou a empresa.

A White Martins disse ainda que 27 equipamentos criogênicos foram dedicados adicionalmente a esta operação, "o que representa 20% da frota de carretas criogênicas da White Martins que opera com oxigênio em todo o país". "Importante ressaltar que, mesmo na primeira onda da pandemia em 2020, o fornecimento foi realizado com recursos de distribuição regular da White Martins na região", pontuou./COLABOROU MARCO ANTÔNIO CARVALHO

Por: Felipe Resk, O Estado de S.Paulo 

Foto: AFP / NELSON ALMEIDA

Governo corre para antecipar vacinação e quer 100 milhões de doses da CoronaVac

Diante da pressão da sociedade civil e de governadores para lançar a campanha de imunização nacional o quanto antes, o governo anunciou estar empenhado em acelerar o processo de vacinação no país. Ontem, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, fez uma nova previsão para começar a vacinar os primeiros grupos prioritários. Ele antecipou a estimativa para “o final de janeiro, na melhor hipótese”. No mesmo esforço para acelerar o processo de imunização, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima disponibilizar a primeira remessa da vacina, em parceria com a AstraZeneca, em 8 de fevereiro.

“Estamos nos preparando para iniciar 2021 com a vacina, se Deus quiser, assim que registrada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). [...] A previsão nossa, como sempre, é final de janeiro, na melhor hipótese, e indo até meio e final de fevereiro, em uma pior hipótese”, declarou Pazuello, durante breve discurso na última audiência do ano da Comissão Externa de Enfrentamento à covid-19, na Câmara dos Deputados.

Até então, Pazuello só havia revelado a data mais otimista em reuniões reservadas com gestores da Saúde da pasta, de estados e municípios. No entanto, em notas oficiais, o Ministério da Saúde sempre manteve uma previsão conservadora.

Mais CoronaVac

Após forte embate político entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro, o governo federal finalmente avançou nas negociações com o Instituto Butantan, desenvolvedor da CoronaVac, em conjunto com a chinesa Sinovac. Há, inclusive, a expectativa de ampliação da oferta de 46 para 100 milhões de doses da candidata para o primeiro semestre de 2021.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou, ontem, que o ministério teve uma reunião com o Butantan para expandir a compra da CoronaVac. Ao invés de 46 milhões de doses, a pasta pretende adquirir 100 milhões até o final do primeiro semestre.

A princípio, o contrato que está sendo fechado com o Butantan prevê a entrega de 46 milhões de doses da CoronaVac, sendo nove milhões em janeiro, 15 milhões em fevereiro e 22 milhões em março. “Teríamos esse cronograma de entrega proposto pelo Butantan, mas, ontem (segunda-feira), tivemos uma reunião para expandirmos essa compra para 100 milhões até o final do primeiro semestre. O contrato está na fase final de acerto”, informou Medeiros.

Milhão de doses 

Já com acordo de transferência tecnológica com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, a unidade produtora de imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fiocruz, planeja entregar ao Programa Nacional de Imunização (PNI) o primeiro um milhão de doses da produção nacional entre 8 e 12 de fevereiro. 

Também na reunião da comissão da Câmara, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, informou aos parlamentares que o ritmo de entrega das produções próprias será acelerado a partir da terceira semana, com repasse de 700 mil doses diárias.

“Estaremos recebendo ingrediente farmacêutico ativo para esta vacina para o início da produção no mês de janeiro. Esta produção terá que ser certificada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). [...] As duas primeiras semanas sempre são de ajuste. Depois, serão 3,5 milhões de doses por semana. Isso faz parte do esforço que estamos fazendo para garantir vacinas, no plural, para nossa população”, disse Nísia Trindade.

Outra variável considerada pela Fiocruz é o pedido de uso emergencial da vacina, o que pode antecipar o cronograma de entrega. “O esforço é para, se possível, quando sair o registro em uma agência regulatória com equivalência à Anvisa, solicitar autorização de uso emergencial com o prazo de 10 dias. Então também estaremos trabalhando com essa possibilidade”, completou a presidente.

O governo federal espera incorporar 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford no primeiro semestre de 2021. Há, ainda, a previsão de 42,5 milhões de doses fornecidas pelo mecanismo multilateral Covax Facility, outras 70 milhões pela Pfizer, além de tratativas com a CoronaVac e com as farmacêuticas Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya e Janssen.

Por: Correio Brazilense / Por: Diário de Pernambuco