Notícias do Brasil



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Foto: Cris Rodrigues/Divulgação

Número de mamografias despenca na pandemia e preocupa médicos

Marcado pela campanha de prevenção ao câncer de mama, o mês de outubro deste ano expôs dados preocupantes sobre as mamografias realizadas, neste ano, no Sistema Único de Saúde (SUS). O número de exames feitos na rede pública caiu quase pela metade, de janeiro a julho deste ano, na comparação ao mesmo período do ano passado: 47%. Foram 998.542 procedimentos a menos entre um ano e outro, totalizando 1.132.237 exames nos sete meses de 2020.

O principal motivo da redução apontado pelo Ministério da Saúde foi a pandemia de covid-19. Especialistas alertam que a supressão da demanda pelo exame, considerado essencial para o diagnóstico precoce, pode acarretar casos de câncer de mama mais evoluídos em um futuro próximo.

Essa é justamente a preocupação de Felipe Teles, radioncologista do Hospital Imaculada Conceição e membro titular da Sociedade Brasileira de Radioterapia. O médico acredita que a incidência de casos de câncer de mama prevista para o ano não sofrerá alterações, mas indica que, provavelmente, os pacientes devem descobrir a doença em estágios mais avançados. “O que vamos ver é doenças mais evoluídas, com necessidade de terapias mais agressivas e uma taxa de resultados positivos menores”, ressalta.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, até o final deste ano, 66.280 novos casos da doença serão diagnosticados. O número representa 29% de todos os tumores malignos em pessoas do sexo feminino, exceto o câncer de pele estimados pela entidade. A incidência do câncer de mama é superior à soma da incidência de casos de câncer de pulmão, traqueia, brônquio, colo do útero, colorretal e glândula tireóide.

A médica patologista Marina de Brot, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e titular do Departamento de Anatomia Patológica do A.C. Camargo Cancer Center, preocupa-se com a falsa pequena incidência de casos de câncer de mama que pode ser revelada neste ano por causa do represamento dos exames.

“A incidência de casos detectada este ano pode ser até que reduza discretamente se a gente não conseguir compensar os números de exames até o final de 2020. Esses números serão falsamente menores e vão repercutir só no ano que vem porque os casos não vão deixar de acontecer”, reforça. A patologista explica que a mamografia é o principal exame de imagem para o rastreamento de tumores malignos nas mamas das mulheres.

“O autoexame é importante no sentido de a paciente estar sempre atenta às próprias mamas. Geralmente, pelo toque, a paciente consegue identificar um nódulo na mama, que, para ser palpável, tem, no mínimo, 1,5cm. Esse provável câncer ainda está em um estágio precoce, mas, para diagnosticar ainda antes, é necessária a mamografia”, indica Marina. Ela explica que, no exame radiológico, é possível identificar o carcinoma de mama “in situ”, que tem origem dentro do ducto mamário e não ultrapassa a sua parede, ou seja, não origina metástase. Por isso, a mamografia é vista como essencial na prevenção do câncer que mais mata as mulheres.

Pandemia

O especialista em gestão em saúde e fundador e CEO da GesSaúde, Roberto Gordilho, alerta que, de uma forma geral, a realização da maioria dos procedimentos caiu em relação ao mesmo período de 2019 por conta da covid-19. Para ele, o exemplo da mamografia é emblemático. “Esse é um exame preventivo fundamental para identificação precoce do câncer de mama. Ele não deixou de existir, apenas deixou de ser diagnosticado”, afirma. Para incentivar a população a retomar os exames, o especialista acredita que a gestão pública precisa restabelecer a confiança da população nas unidades de saúde como locais seguros.

“Em função da pandemia, as unidades de saúde ficaram muito associadas à contaminação de covid e muitas pessoas resistiram e ainda resistem a procurá-las”, pontua. O problema, no entanto, não ocorre apenas no Brasil. Segundo a diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Maira Botelho, cerca de 41% dos países reportaram interrupção de programas de rastreamento.

Campanha

Para Gordilho, outro ponto que deve ser explorado pelo poder público para aumentar o número de mamografias feitas ainda este ano são as campanhas. Na última quarta-feira, o Ministério da Saúde lançou a campanha Outubro Rosa 2020, com o slogan “Cuidado com as mamas, carinho com seu corpo”. A recomendação do ministério é que mulheres sem sintomas ou sinais de doença com idade entre 50 a 69 anos façam a mamografia a cada dois anos. Contudo, a maioria de ginecologistas indica que, depois dos 40 anos, é preciso realizar a mamografia anualmente, a fim de, justamente, evitar o risco de um diagnóstico tardio.

O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Luiz Otávio Franco Duarte, minimiza a queda no número de exames neste ano e a classifica como um “desnível temporário”. “Com a política bem formada e utilizando a informação, poderemos suplementar esse desnível temporário”, afirma.

Por: Maria Eduarda Cardim - Por: Correio Braziliense - Por: Diário de Pernambuco

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

PF deflagra Operação Overload contra tráfico internacional de drogas

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (6) a Operação Overload, contra uma organização envolvida com tráfico internacional de drogas, cuja rota envolve o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Um destacamento de 200 policiais federais, 80 policiais militares e seis policiais civis cumpre 44 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão temporária, em quatro estados.

No âmbito da operação, também foi emitida ordem de bloqueio de bens imóveis, veículos, contas bancárias e empresas ligados à quadrilha. As investigações contam com a cooperação da Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em nota, a PF informa que, entre os suspeitos presos, há 33 homens e duas mulheres. A principal a hipótese com que trabalham as autoridades policiais é de que o grupo tem como base o aeroporto e, a partir do local, remeteria cocaína para a Europa.

Os primeiros indícios surgiram em fevereiro de 2019, quando a polícia interceptou um carregamento de 58 quilos da droga, na Área Restrita de Segurança do aeroporto. O pacote tinha como destino a Europa.

Com a apreensão, a PF pôde mapear a rede da organização criminosa, identificando suas respectivas lideranças, as pessoas com quem se relacionaram e os mecanismos para remeter volumes do entorpecente ao exterior. No curso das investigações, o total de cocaína apreendido foi de 250 quilos.

"De acordo com os dados obtidos durante as investigações, a organização criminosa é composta por brasileiros – principais fornecedores da cocaína e financiadores do esquema criminoso, além de serem responsáveis pelo aliciamento de funcionários aeroportuários, pela interferência ilícita nas operações de logística aeroportuária e lavagem de dinheiro – e estrangeiros, cuja atuação se dá em solo europeu no recebimento da droga", completa a corporação, no comunicado.

Segundo a PF, dezenas de pessoas foram aliciadas pela organização investigada, para desempenhar alguma função no esquema. Entre elas, há vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros. Além desses empregados, também foram cooptados um policial militar e um policial civil.

Por: Agência Brasil - Por: Diário de Pernambuco

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Foto: CNN

Conheça o caminho que levou ao desgaste de Paulo Guedes

O ministro Paulo Guedes, hoje, se vê como um homem imerso em uma batalha, lutando para manter as âncoras de sua agenda liberal – a principal delas, o teto de gastos.

O problema é que, durante essa missão, transformou aliados em inimigos públicos, perdeu apoio de políticos importantes e começou a despertar questionamentos se, de fato, poderá entregar aquilo que prometeu aos agentes financeiros quando se colocou como o fiador da política econômica de Bolsonaro.

Hoje, Guedes é criticado dentro do próprio governo. Muitos dizem, inclusive, que se contêm diariamente para não responder a ataques, velados, atravessados, mas com destino certo para quem conhece os bastidores de poder. 

O ministro sabe que ocorre um cerco e que ele está sob ataque. A uma pessoa próxima, logo após atacar Rodrigo Maia na quarta (30), e romper em definitivo com o presidente da Câmara, ele disse que, em Brasília, “ficou engraçado” xingá-lo, “dar um chute no PG” e que essa atitude passou a ficar “impune”. 

O ministro afirmou então que precisava revidar e mirar alguém forte para que os outros soubessem que haveria “luta”. 

Na lista de aliados que passaram a adversários estão desde Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Muitos desses conflitos foram travados publicamente. 

Alguns recados que Paulo Guedes enviou para defender seu receituário liberal o fizeram perder musculatura política. O ministro diz a aliados que, sim, há um cerco contra ele.

E o desgaste percorreu um caminho até o atual momento. O mês é abril. A crise da Covid-19 despontava no Brasil. Haia uma disputa por recursos. Uma ala defendia que o governo injetasse dinheiro em obras públicas para ajudar a alavancar a economia. 

Guedes não gostou e lutou para manter o orçamento sob seu controle. Mas, ao fazer isso, ofendeu os colegas da esplanada.

E não parou por aí. Em agosto, seguia a discussão sobre qual o melhor caminho a seguir para destravar projetos e bancar um programa social assegurando a continuidade de um agenda que rendeu frutos políticos para o presidente Jair Bolsonaro.

O ministro Paulo Guedes, hoje, se vê como um homem imerso em uma batalha, lutando para manter as âncoras de sua agenda liberal – a principal delas, o teto de gastos.

O problema é que, durante essa missão, transformou aliados em inimigos públicos, perdeu apoio de políticos importantes e começou a despertar questionamentos se, de fato, poderá entregar aquilo que prometeu aos agentes financeiros quando se colocou como o fiador da política econômica de Bolsonaro.

Hoje, Guedes é criticado dentro do próprio governo. Muitos dizem, inclusive, que se contêm diariamente para não responder a ataques, velados, atravessados, mas com destino certo para quem conhece os bastidores de poder. 

O ministro sabe que ocorre um cerco e que ele está sob ataque. A uma pessoa próxima, logo após atacar Rodrigo Maia na quarta (30), e romper em definitivo com o presidente da Câmara, ele disse que, em Brasília, “ficou engraçado” xingá-lo, “dar um chute no PG” e que essa atitude passou a ficar “impune”. 

O ministro afirmou então que precisava revidar e mirar alguém forte para que os outros soubessem que haveria “luta”. Na lista de aliados que passaram a adversários estão desde Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Muitos desses conflitos foram travados publicamente. 

Alguns recados que Paulo Guedes enviou para defender seu receituário liberal o fizeram perder musculatura política. O ministro diz a aliados que, sim, há um cerco contra ele. E o desgaste percorreu um caminho até o atual momento. 

O mês é abril. A crise da Covid-19 despontava no Brasil. Havia uma disputa por recursos. Uma ala defendia que o governo injetasse dinheiro em obras públicas para ajudar a alavancar a economia. Guedes não gostou e lutou para manter o orçamento sob seu controle. Mas, ao fazer isso, ofendeu os colegas da esplanada.

E não parou por aí. Em agosto, seguia a discussão sobre qual o melhor caminho a seguir para destravar projetos e bancar um programa social assegurando a continuidade de um agenda que rendeu frutos políticos para o presidente Jair Bolsonaro.

Por: CNN

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Foto: Divulgação

Lavagem no setor farmacêutico: Polícia encontra R$ 5 milhões dentro de gaveteiro

São cumpridos 88 mandados de busca e apreensão em endereços empresariais e residenciais de pessoas ligadas a esquemas identificados em 10 cidades na capital paulista e Grande SP, e nas regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Marília, Piracicaba e Campinas, e nos estados de MG e GO. Além dos mandados, também foi autorizado o sequestro de 17 imóveis.

As fraudes seriam cometidas por grupos empresariais responsáveis pela distribuição de medicamentos no estado de São Paulo e pelo comércio varejista, a partir de redes de farmácias. Autoridades estimam que o esquema teria causado um prejuízo de cerca de R$ 10 bilhões aos cofres estaduais e federais nos últimos 6 anos.

Por: CNN

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Foto: Reprodução/Facebook

Adolescente morre eletrocutado ao usar celular ligado na tomada

Um adolescente de 16 anos morreu após receber uma descarga elétrica ao usar o celular carregando a bateria na noite de quarta-feira (23/09), no bar e restaurante O Galeno, na avenida Teresina, Praia de Atalaia, em Luís Correia, litoral do Piauí. As informações são do Piauí em Dia.

Luigi Souza Galeno jogava com o celular conectado à tomada, quando recebeu uma descarga elétrica e desmaiou. O adolescente teve paradas cardíacas e acabou morrendo antes de ser levado para o hospital. A vítima era neto do proprietário do estabelecimento. A morte prematura do jovem comoveu os moradores da cidade litorânea.

Por: Piauí em dia - Por: blogjcampos

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Foto: Bruno Kelly/Reuters

Número de focos de queimadas em agosto no AM é o maior para um único mês desde 1998

O Amazonas fechou o mês de agosto deste ano com mais de oito mil focos de queimadas ativos, detectados pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O dado, que já representava o maior para o mês nos últimos 22 anos, bateu outro recorde histórico e passou a ser o maior para um único mês - entre todos os outros - desde 1998.

O mês de agosto costuma ser o mais seco do ano na região e também é o período em que ocorrem os maiores índices de queimadas. A região passa pelo verão amazônico, vivenciado desde o mês de julho, que deve seguir até setembro. Segundo especialistas, o período deve ser marcado pelo aumento nas temperaturas no estado, que pode chegar até 36ºC no último mês da estação.

No primeiro semestre do ano, o Estado já havia registrado um aumento de 51,7% na quantidade de focos de queimada, em comparação com o mesmo período, em 2019. O quantitativo de queimadas no primeiro semestre deste ano bateu recorde dos últimos quatro anos no estado.

De acordo com os dados do Inpe, foram 8.030 mil focos de queimadas registrados durante o mês. Esse foi o maior número para um único mês desde que o levantamento passou a ser feito, em 1998. Até então, o maior registro de focos de queimadas havia sido em agosto de 2019, quando 6.668 focos foram detectados.

Um padrão observado nos dados mostra que o mês de agosto costuma registrar um salto no número de focos de queimadas, com o total do mês superando a soma do total dos outros sete primeiros meses do ano.

Neste ano, entre os meses de janeiro e julho, foram 2.615 mil focos constatados por satélites do Inpe, no estado. O mês de agosto apresentou um aumento de 207% nos registros em relação aos meses anteriores.

Além da atuação do Governo Federal, o combate a queimadas fica por conta de secretarias estaduais e municipais, órgãos públicos, pO ambientalista contou, ainda, que a FAS desenvolve ações de combate e controle ao fogo dentro da unidades de conservação, para que haja uma produção sustentável.

"O importante é que dentro dessas áreas, essa produção tenha um impacto, trabalhar com atividades que combatam e controlem o uso do fogo, no plantio, por exemplo de mandioca. É uma atividade efetiva, tem tido uma intensidade muito maior, mas os resultados mostram que é preciso aumentar ainda mais", destacou.

Ao analisar os dados, a gerente de Ciências da ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil), Mariana Napolitano, explicou que os resultados acendem o alerta máximo diante da tendência de manutenção e até elevação das queimadas, resultando em perdas vitais ao meio ambiente.

“Se essas tendências se mantiverem, haverá consequências devastadoras devido à liberação de milhões de toneladas extras de dióxido de carbono, perda de espécies e destruição de ecossistemas vitais. 

Além disso, as queimadas trazem risco de graves problemas de saúde, além de ameaçar meios de subsistência locais”, alertou.gente vai deixando a floresta mais pobre. sso deixa a floresta mais inflamável. Os incêndios e focos de calor que não são naturais, se tornam difíceis de controlar", explicou.

Além da atuação do Governo Federal, o combate a queimadas fica por conta de secretarias estaduais e municipais, órgãos públicos, privados e ONGs, que fazem ações em defesa do meio ambiente.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) informou ao G1, por meio de nota, que o aumento das queimadas no Amazonas está relacionado, principalmente, ao avanço do desmatamento ilegal - sobretudo entre os meses de março e maio.

Conforme a secretaria, nesse período, o Governo do Estado concentrava esforços para o combate à pandemia do novo coronavírus e a ação ilegal foi favorecida pela restrição das atividades intermunicipais do Estado, estabelecida no intuito de conter o avanço da pandemia para o interior do Amazonas.

"Tão logo tomou ciência do avanço do desmatamento na pandemia e a consequente ameaça de aumento das queimadas para 2020, o Governo do Amazonas decretou situação de emergência ambiental, inserindo ações voltadas para defesa do meio ambiente como atividades essenciais. 

Na ocasião, o Estado solicitou adesão à Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ao Governo Federal, para pedir apoio das Forças Armadas em ações de combate", diz a nota.

A Sema afirmou, ainda, que o aumento das queimadas no Amazonas ocorre, predominantemente, no Sul do Estado, relacionado à pressão em glebas e assentamentos federais para expansão da fronteira agropecuária e grilagem de terras. 

Desta forma, a Operação Curuquetê 2 está concentrada na localidade, que também é a área focal das ações voltadas para o fortalecimento da regularização fundiária e ambiental. Tais ações estão previstas no Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-AM), lançado em junho deste ano, com execução até o final de 2022.

Por: G1