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Foto: Divulgação/Instagram

Gusttavo Lima freta boeing para enviar oxigênio a Manaus: "Certeza que vai salvar muitas vidas"

Já estão a caminho de Manaus os cilindros providenciados pelo cantor sertanejo Gusttavo Lima. O músico compartilhou nas redes sociais que fretou um boeing que está saindo de Goiânia com destino a capital do Amazonas. A região vive uma crise sanitária ainda pior do que a que foi registrada no auge da pandemia da covid-19 em 2020.

Segundo o cantor, foram colocados no avião todos os cilindros que cabiam e a carga deve chegar em Manaus por volta da hora do almoço deste sábado (16/1).

O sertanejo explicou ainda que ao chegar na cidade, uma equipe vai ficar responsável por fazer a distribuição dos equipamentos aos hospitais e postos de saúde que mais necessitarem. "Tenho certeza que esses cilindros vão salvar muitas vidas", comemorou.

Outros famosos também enviaram oxigênio para a cidade, com ajuda da Força Aéra Brasileira. Cerca de 50 cilindros foram doados por Bruno Gagliasso, Otaviano Costa, Thelma Assis, Fabiula Nascimento, Felipe Neto e Maria Gadu.

Famosos unidos para ajudar Manaus

A situação calamitosa de Manaus, sem oxigênio para pacientes de covid-19 e sem outros equipamentos médicos de combate à pandemia de covid-19, mobilizou alguns artistas. Por meio da rede social, nomes como Whinderson Nunes, Marcelo Adnet, Marília Mendonça e Gusttavo Lima entraram na campanha e doaram cilindros ou pediram ação de autoridades.

Pelo twitter, o humorista Whindersson Nunes organizou uma campanha de arrecadação de dinheiro. Na noite de quinta-feira (15/1), ele disse ter reunido o valor de 150 cilindros de 50l que seriam doados a Manaus, cidade pela qual ele afirma ter "carinho especial porque foi uma das primeiras cidades a me dar moral como artista".

Por: Correio Braziliense / Por: Diário de Pernambuco

Foto: AFP / SILVIO AVILA

Marinha e Universidade de São Paulo enviam 80 respiradores para Manaus

O Comando da Marinha do Brasil anunciou ontem (15) que enviará 40 equipamentos de suporte respiratório emergencial do tipo Inspire para Manaus. Os respiradores serão recebidos em dois lotes, o primeiro com 26 unidades e o segundo com 14.

Desenvolvido a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Inspire pode ser usado em locais remotos e em unidades de tratamento intensivo (UTIs), já que é portátil e não depende de ar comprimido. 

O estado de São Paulo também se prontificou a enviar respiradores para Manaus. Os 40 respiradores disponibilizados serão entregues em 4 lotes: 5 serão entregues hoje (15), mais 5 no sábado (16) e outras 20 unidades no domingo (17). As 10 unidades restantes serão entregues na semana que vem. 

Governo federal 

Em redes sociais, a Secretaria de Comunicação do governo federal informou que pacientes internados na cidade de Manaus estão sendo transportados para outras oito capitais para desafogar a rede de atendimento local. O transporte é feito com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Comando da Marinha do Brasil anunciou ontem (15) que enviará 40 equipamentos de suporte respiratório emergencial do tipo Inspire para Manaus. Os respiradores serão recebidos em dois lotes, o primeiro com 26 unidades e o segundo com 14.

Desenvolvido a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Inspire pode ser usado em locais remotos e em unidades de tratamento intensivo (UTIs), já que é portátil e não depende de ar comprimido. 

O estado de São Paulo também se prontificou a enviar respiradores para Manaus. Os 40 respiradores disponibilizados serão entregues em 4 lotes: 5 serão entregues hoje (15), mais 5 no sábado (16) e outras 20 unidades no domingo (17). As 10 unidades restantes serão entregues na semana que vem. 

Governo federal Em redes sociais, a Secretaria de Comunicação do governo federal informou que pacientes internados na cidade de Manaus estão sendo transportados para outras oito capitais para desafogar a rede de atendimento local. O transporte é feito com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Por: Agência Brasil / Por: Diário de Pernambuco

Foto: Raphael Alves/ EFE

Amazonas sabia desde novembro que oxigênio de hospitais era insuficiente

Em 2018, ainda antes da pandemia, a secretaria chegou a assinar dois aditivos que, juntos, representavam acréscimo de 3,1% do valor. Como o teto permitido é de até 25% (acumulado) em cada contrato, o Estado ainda tinha uma margem de 21,9% para adquirir insumos em 2020, sem a necessidade de abrir um novo processo de contratação.

Toda essa cota, no entanto, foi usada na última compra extra em novembro. Na ocasião, a pasta ainda informa a inclusão “com urgência” do Hospital Geraldo da Rocha, em Manaus, na lista de unidades atendidas.

O projeto para o aditivo é de 23 de novembro. No documento, a secretaria também admite que os casos do novo coronavírus já estavam em alta na época e que o volume de oxigênio contratado não seria suficiente para dar conta da demanda.

“No Estado do Amazonas os casos de covid-19, no mês de setembro, vêm apresentando alta crescente de casos confirmados”, diz o documento. “O percentual de 21,9152% disponível para aumento não atende as necessidades desta Secretaria, a alta crescente nos números de casos confirmados da covid-19 e o pronunciamento até a presente data da Diretora da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) quanto a uma possível 2ª onda da pandemia.”

Segundo o Portal da Transparência do Amazonas, os itens do aditivo incluíam um total de 307 mil m³ de oxigênio líquido e 6,1 mil m³, na forma de gás, que são usados para pacientes internados por coronavírus. Também foram comprados outros gases hospitalares para procedimentos médicos diversos.

Ao Estadão, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, disse que o consumo de oxigênio no Amazonas saltou de 14 mil para 30 mil m³ por dia durante o 1º pico da doença, ainda em 2020. Se o índice for considerado como referência, o volume extra contratado daria para abastecer o Estado por menos de duas semanas. Nesta semana, o consumo estaria ainda maior: 76,5 mil m³ por dia e “com indicação de demanda crescente”. Nesse cenário, o insumo contratado só duraria quatro dias.

No projeto, a secretaria ainda registrou que o Departamento de Logística foi favorável a fazer uma compra maior e extrapolar o aditivo para 46,9% - e não mais de 25%. O pedido, entretanto, foi negado em despacho da Secretaria de Gestão Administrativa do Amazonas, segundo o documento. 

Desabastecimento

O Estadão submeteu o documento à Secretaria de Saúde do Amazonas e questionou quais as medidas tomadas para evitar o desabastecimento e se houve tentativa de novas compras emergenciais ou buscas por novos fornecedores no período. Na nota, a pasta não responde às perguntas e diz que “sempre contratou todo o insumo que a White Martins foi capaz de produzir”.

A secretaria afirma, ainda, que “sempre trabalhou” com previsão de maior demanda por oxigênio nesse período por causa da pandemia e da sazonalidade de outras síndromes gripais. Também diz que, até o último dia 7, “desconhecia” que “a capacidade máxima produtiva na planta de Manaus da White Martins era de cerca de 25 mil m³ por dia” e que a empresa “teria dificuldade em seguir atendendo à demanda crescente”.  

O governo ainda diz que, desde que foi comunicado pela empresa sobre dificuldades com a demanda, iniciou mobilização, com o apoio das Forças Armadas, no transporte de oxigênio de plantas da White Martins em outros Estados para Manaus, além de requisitar toda a produção “de outras duas empresas que produzem na capital, mas que são de menor porte”. 

Ainda conforme a nota, em ofício enviado ao Comitê de Crise do governo, no último dia 9, a White Martins diz que sua planta operava no limite e classificou o momento como “sem precedentes”.   

O governo também disse ter iniciado “prospecção para contratação de mini usinas para os hospitais de Manaus, medida que foi assumida pelo Ministério da Saúde”. A reportagem não conseguiu contato por telefone com o secretário da Saúde para perguntar sobre o contrato de compra de oxigênio.

Pedido maior em novembro teria sido atendido, diz White Martins

A reportagem questionou a empresa White Martins para entender se ela teria capacidade de atender um pedido maior por oxigênio se ele tivesse sido feito em novembro. "Sim. A empresa tinha capacidade de buscar formas de viabilizar o aumento da oferta em patamares mais elevados, como está fazendo nesse momento e no período da primeira onda da pandemia, quando atendeu até 150% do volume contratado. Na atual onda da pandemia, a companhia atendeu até 340% do volume contratado", respondeu. 

Em nota, a White Martins explicou que ao longo de 2020 já havia passado por processos de ampliação para aumentar significativamente sua capacidade de produção local. "É importante esclarecer ainda que, na data de 01/01/21, a planta da White Martins tinha em estoque produto suficiente para abastecer os hospitais da região pelo período de sete a oito dias de acordo com o consumo diário de dezembro de 2020", detalhou. 

"Até o dia 30 de dezembro, não havia indícios de aumento exponencial do consumo de oxigênio em Manaus. No dia 2 de janeiro, o consumo começou a indicar um crescimento anormal e foi iniciada a operação para trazer oxigênio de outros Estados. 

No dia 4 de janeiro, antes da escalada sem precedentes do consumo de oxigênio, a White Martins deslocou os primeiros carregamentos de equipamentos criogênicos a partir de Belém (PA) por transporte fluvial", acrescentou a empresa.

A White Martins disse ainda que 27 equipamentos criogênicos foram dedicados adicionalmente a esta operação, "o que representa 20% da frota de carretas criogênicas da White Martins que opera com oxigênio em todo o país". "Importante ressaltar que, mesmo na primeira onda da pandemia em 2020, o fornecimento foi realizado com recursos de distribuição regular da White Martins na região", pontuou./COLABOROU MARCO ANTÔNIO CARVALHO

Por: Felipe Resk, O Estado de S.Paulo 

Foto: AFP / NELSON ALMEIDA

Governo corre para antecipar vacinação e quer 100 milhões de doses da CoronaVac

Diante da pressão da sociedade civil e de governadores para lançar a campanha de imunização nacional o quanto antes, o governo anunciou estar empenhado em acelerar o processo de vacinação no país. Ontem, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, fez uma nova previsão para começar a vacinar os primeiros grupos prioritários. Ele antecipou a estimativa para “o final de janeiro, na melhor hipótese”. No mesmo esforço para acelerar o processo de imunização, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima disponibilizar a primeira remessa da vacina, em parceria com a AstraZeneca, em 8 de fevereiro.

“Estamos nos preparando para iniciar 2021 com a vacina, se Deus quiser, assim que registrada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). [...] A previsão nossa, como sempre, é final de janeiro, na melhor hipótese, e indo até meio e final de fevereiro, em uma pior hipótese”, declarou Pazuello, durante breve discurso na última audiência do ano da Comissão Externa de Enfrentamento à covid-19, na Câmara dos Deputados.

Até então, Pazuello só havia revelado a data mais otimista em reuniões reservadas com gestores da Saúde da pasta, de estados e municípios. No entanto, em notas oficiais, o Ministério da Saúde sempre manteve uma previsão conservadora.

Mais CoronaVac

Após forte embate político entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro, o governo federal finalmente avançou nas negociações com o Instituto Butantan, desenvolvedor da CoronaVac, em conjunto com a chinesa Sinovac. Há, inclusive, a expectativa de ampliação da oferta de 46 para 100 milhões de doses da candidata para o primeiro semestre de 2021.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou, ontem, que o ministério teve uma reunião com o Butantan para expandir a compra da CoronaVac. Ao invés de 46 milhões de doses, a pasta pretende adquirir 100 milhões até o final do primeiro semestre.

A princípio, o contrato que está sendo fechado com o Butantan prevê a entrega de 46 milhões de doses da CoronaVac, sendo nove milhões em janeiro, 15 milhões em fevereiro e 22 milhões em março. “Teríamos esse cronograma de entrega proposto pelo Butantan, mas, ontem (segunda-feira), tivemos uma reunião para expandirmos essa compra para 100 milhões até o final do primeiro semestre. O contrato está na fase final de acerto”, informou Medeiros.

Milhão de doses 

Já com acordo de transferência tecnológica com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, a unidade produtora de imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fiocruz, planeja entregar ao Programa Nacional de Imunização (PNI) o primeiro um milhão de doses da produção nacional entre 8 e 12 de fevereiro. 

Também na reunião da comissão da Câmara, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, informou aos parlamentares que o ritmo de entrega das produções próprias será acelerado a partir da terceira semana, com repasse de 700 mil doses diárias.

“Estaremos recebendo ingrediente farmacêutico ativo para esta vacina para o início da produção no mês de janeiro. Esta produção terá que ser certificada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). [...] As duas primeiras semanas sempre são de ajuste. Depois, serão 3,5 milhões de doses por semana. Isso faz parte do esforço que estamos fazendo para garantir vacinas, no plural, para nossa população”, disse Nísia Trindade.

Outra variável considerada pela Fiocruz é o pedido de uso emergencial da vacina, o que pode antecipar o cronograma de entrega. “O esforço é para, se possível, quando sair o registro em uma agência regulatória com equivalência à Anvisa, solicitar autorização de uso emergencial com o prazo de 10 dias. Então também estaremos trabalhando com essa possibilidade”, completou a presidente.

O governo federal espera incorporar 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford no primeiro semestre de 2021. Há, ainda, a previsão de 42,5 milhões de doses fornecidas pelo mecanismo multilateral Covax Facility, outras 70 milhões pela Pfizer, além de tratativas com a CoronaVac e com as farmacêuticas Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya e Janssen.

Por: Correio Brazilense / Por: Diário de Pernambuco