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Foto: Mandel Ngan/AFP

Com 10 dias de antecedência, Trump vota presencialmente na Flórida

Esta é a primeira vez que Trump vota na Flórida desde que transferiu sua residência legal de sua cidade natal, Nova York, para Palm Beach, em 2019

MIAMI - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, votou antecipadamente em West Palm Beach, na Flórida, na manhã deste sábado, 24. Esta é a primeira vez que Trump vota na Flórida desde que transferiu sua residência legal de sua cidade natal, Nova York, para Palm Beach, em 2019. O republicano lançou na sexta-feira, na Flórida , um Estado-chave na corrida à Casa Branca, uma maratona de comícios para recuperar terreno frente ao democrata Joe Biden.

O presidente americano foi a uma biblioteca pública autorizada para votar no Estado. "Eu votei em um cara chamado Trump", disse sorrindo a jornalistas ao sair. Quase 55 milhões de americanos já votaram antecipadamente, em uma eleição condicionada pela pandemia do coronavírus.

Além do presidente fazendo campanha no Estado, seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama, planejava participar hoje de um evento em Miami em apoio a Biden, que foi seu vice-presidente.

Do lado de fora da biblioteca, partidários do presidente, com bandeiras e cartazes, o receberam com aplausos e gritos de saudação, mas não puderam vê-lo. As câmeras de televisão e os fotógrafos não puderam entrar na sala de votação devido a uma proibição imposta pelas leis do Estado.

Ao votar, Trump usou uma máscara, algo que raramente costuma fazer, minimizando o vírus desde o início da crise de saúde. O próprio presidente se recuperou recentemente de covid-19, após três dias de internação.   

"Foi uma votação muito segura. Muito mais segura do que enviar correspondência, posso te dizer isso", disse Trump, que insiste, sem evidências, que a votação por correspondência conduz à fraude.  

"Tudo foi perfeito, muito estrito, de acordo com as regras. Quando você envia sua correspondência, nunca será tão seguro quanto isso", acrescentou o presidente.  Depois de votar, Trump seguiu para outros Estados com sua campanha, mas seu vice, Mike Pence, participará de encontros em Lakeland e na capital, Tallahassee. 

A agenda de Trump inclui atos de campanha na Carolina do Norte, Ohio e Wisconsin - todos Estados-chave para chegar à presidência. "Vocês estarão muito ocupados hoje, porque vamos trabalhar duro", disse Trump aos jornalistas que o acompanham na cobertura da campanha.    

Idosos no Estado são cruciais 

Apesar de estar atrás nas pesquisas, Trump segue confiante em sua expectativa de levar os 29 votos da Flórida no colégio eleitoral. 

Esta é a terceira vez em três semanas que o presidente - que perde espaço entre os idosos - viaja até esse Estado do sul, conhecido por ter a maior proporção de aposentados do país, com mais de 20%.  

Em evento orientado ao poderoso grupo demográfico dos idosos da Flórida, Trump visitou na sexta-feira a macrocomunidade de aposentados The Villages, onde criticou Biden diante da multidão, afirmando que a única coisa que o adversário faz é falar da covid-19 para tentar "assustar as pessoas". 

"Vamos terminar rapidamente com esta pandemia, com esta praga horrível", afirmou, reiterando que o vírus está sob controle, apesar do avanço registrado nos casos da doença, que já deixou mais de 223 mil mortos nos Estados Unidos. 

Mais tarde, Trump voltou a recorrer ao discurso de medo e afirmou que Biden permitirá a entrada de hordas de imigrantes irregulares, incluindo "criminosos e estupradores, assassinos". "Joe Biden se importa mais com os imigrantes irregulares do que com os idosos que são cidadãos." /AFP e EFE.

Por: Redação, O Estado de S.Paulo

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Foto: Kimimasa MAYAMA / POOL / AFP

Reino Unido assina maior acordo comercial pós-Brexit com Japão

O Reino Unido e o Japão assinaram um acordo comercial bilateral nesta sexta-feira (23), o primeiro grande tratado pós-Brexit desse tipo para Londres, enquanto negociações intensas com a União Europeia continuam.

O acordo, que inclui setores que vão do têxteis a novas tecnologias, passando por queijos e autopeças, e que havia sido anunciado em 11 de setembro em Londres, reproduz em grande parte o acordo existente entre a UE e o Japão, que deixará de valer no Reino Unido a partir de 1º de janeiro.

Para Londres, o acordo aumentará o comércio com o Japão em 15,2 bilhões de libras esterlinas (16,8 bilhões de euros, 19,9 bilhões de dólares).

O acordo entrará em vigor em 1º de janeiro para coincidir com o final do período de transição com a União Europeia pós-Brexit, que teve início em 31 de janeiro de 2020.

O Reino Unido e a UE retomaram as difíceis negociações sobre suas futuras relações comerciais na quinta-feira, após uma semana de paralisação das conversas. Cabe a ambas as partes evitar o caos no final do ano, apesar de haver obstáculos importantes.

O acordo com o Japão foi assinado em uma breve cerimônia pela ministra do Comércio Internacional do Reino Unido, Liz Truss, e pelo ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi.

O Parlamento japonês terá de ratificar o acordo até ao final do ano para que entre em vigor.

O comércio entre o Reino Unido e o Japão totalizou mais de 30 bilhões de libras no ano passado, lembrou o governo britânico.

No entanto, é muito pouco se comparado ao comércio entre Londres e a UE, que em 2019 era de quase 700 bilhões de libras (915 bilhões de dólares).

Por:  AFP - Por: Diário de Pernambuco


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Foto: CNN\Brasil

Secretário-geral da ONU diz que Covid-19 deixou o mundo de joelhos

Em sua primeira entrevista a uma emissora de televisão brasileira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e ex-primeiro-ministro de Portugal, António Guterres, ressaltou a importância do multilateralismo para o mundo, especialmente em momentos de emergência global, como a pandemia do novo coronavírus.

A Covid-19 deixou o mundo de joelhos. Nessa situação de fragilidade é preciso entender que se cada país tentar resolver seu problema, não vamos a lugar nenhum”, disse Guterres à editora de internacional da CNN Adriana Mabília.

“Entendo que é preciso respeitar a soberania dos países, porém ela não impede a cooperação. Precisamos de um multilateralismo mais forte. Desafios globais precisam de resposta global.”

O secretário-geral também abordou a questão da Amazônia, mas ampliando a discussão sobre o desmatamento, dizendo que existe um “fenômeno global” de queimadas.

“Se fala muito de incêndios na Amazônia, mas tivemos incêndios devastadores em todo o planeta no último ano. Vivemos um fenômeno mundial em que é preciso esforço coletivo para evitar perdas e reflorestar” 

Guterres classificou a luta pela preservação do meio ambiente como uma “guerra” em que a reação da natureza poderá ser brutal para a humanidade. 

O homem tem estado em guerra contra a natureza. É um conflito suicida, porque a natureza responde com agressividade. Temos que parar essa guerra, conter as emissões, atingir a neutralidade de carbono até 2050. Se não fizermos isso, as consequências, que já são devastadoras, ficarão caóticas.”

Conselho de segurança da ONU

Outro assunto abordado na entrevista foi o Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 países, sendo 10 rotativos e 5 permanentes, com poder de veto: Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e a China.

A reforma do conselho é um assunto há muito discutido na diplomacia, mas que esbarra na resistência dos países-membros. Guterres defende as mudanças e diz que a composição atual do conselho não reflete o mundo atual.

“O Conselho de Segurança que temos não corresponde ao mundo atual. Tenho encorajado os estados membros a um diálogo sério sobre isso. Quero seguir com este diálogo na Assembleia Geral da ONU, porém os membros permanentes não concordam.”

Por: CNN

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Foto: AYosri - 3.set.2020/ Reuters

Imagens mostram o funcionamento do maior hospital do mundo – para camelos

Estabelecido em julho de 2020 com investimento de 137 milhões de riais sauditas (cerca de R$ 193,7 milhões), o Hospital Veterinário de Salam, perto da cidade de Buraydah, na Arábia Saudita, é considerado o maior centro mundial de tratamento de camelos, com uma área total de 70 mil metros quadrados.

Enquanto dezenas de camelos se recuperam em recintos pertencentes ao hospital, outros são tratados nas enfermarias especializadas do centro médico.

Foto: Ahmed Yosri - 3.set.2020/ Reuters


Camelo observa’ placa orientando sobre a higienização das mãos perto de hospital veterinário em Qassim, região central da Arábia Saudita

O hospital fornece cuidados básicos, mas também tratamento para doenças crônicas e infecciosas, serviços de cirurgia e radiologia para o animal muito usado nos desertos do Reino. O centro médico também se concentra na pesquisa e desenvolvimento de processos de reprodução e fertilização de camelos, com um centro especializado em tecnologia de transferência de embriões.

Foto: Ahmed Yosri - 3.set.2020/ Reuters

Veterinários colhem sangue de camelo antes de cirurgia no Hospital Veterinário de Salam, na Arábia Saudita

Anteriormente, proprietários e comerciantes de camelos na região de Qassim, também conhecida por abrigar o maior mercado de camelos do mundo, precisavam dirigir 655 quilômetros para tratar os seus animais. “Encontrei aqui remédios para meus camelos que não consegui encontrar em nenhum outro lugar”, disse Omair Al-Qahtani, dono do camelo, aliviado, após acalmar um de seus animais recém-trazido para tratamento.

Por: Reuters - Por: CNN